quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O agora

Isto é sobre este momento, o agora. Se amanhã mudar tudo, não importa, porque o que escrevo é a vontade do agora.

Eu queria vê-lo acordando com aqueles olhos verdes (são verdes!) lindos, ainda semi-cerrados, com aquela cara ainda com marcas da fronha do travesseiro, porque mesmo assim eu o acharia lindo.
Eu queria ver aquelas mãos dedilhando as cordas do violão, e a voz dele murmurando uma letra que ele mal sabe, mas que canta tão bonitinho, e que cantasse, tocasse pra mim.

Eu queria poder observar a cara dele de sério enquanto lê algo, concentrado, estudando, com aqueles óculos que o faz parecer tão intelectual, e de fato o é.

Eu queria conseguir abraçá-lo naturalmente, como eu faço normalmente com as pessoas de quem gosto, e não me soltar apressadamente cada vez que ele me abraça, como se eu tivesse que fugir desesperadamente. Talvez eu fuja mesmo, mas por medo de perder o controle, por medo de não conseguir me segurar tão perto dele.

Eu queria beijos dele, do tipo que aceleram o coração sem aviso prévio, que quase provoca taquicardia, e que demoram dias pra se colocar de volta os pés no chão.

Eu queria ele aqui, jogado no meu puff comigo vendo um filme, um seriado, mexendo no meu cabelo até eu quase pegar no sono.

Eu não sei amanhã, mas agora, nesse exato instante, eu só queria aquele belo par de olhos verdes aqui, comigo.

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