segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cadê?

Tem algo que me irrita bastante quando estou namorando. Se chego num lugar sem o namorado, praticamente cada pessoa que eu cumprimento me faz a mesma pergunta: "Cadê Fulano? Não veio com vc?". Cara, como isso é um pé no saco!

Na boa, esse povo acha que só porque é namorado tem que estar o tempo todo grudado comigo? Que que é, vc começa a namorar e de repente ganha um gêmeo siamês que tem que te acompanhar aonde vc for? Ah, tenha santa paciência né! Confesso que essa é a parte que eu mais adoro no 'estar solteira', chego nos locais sozinha e as pessoas me cumprimentam 'Oi! Tudo bem?', e só. Só porque vc namora ou casou não tá condenada a poder colocar os pés p/ fora de casa SÓ se o namorado/marido for junto. Ei, cada pessoa é uma, e tem vida individual! E quem aguenta ficar grudado o tempo todo, me diz?

Eu não me importo que amigos próximos, família, me perguntem. Sei que eles perguntam primeiro por educação, depois por preocupação em saber se está tudo bem comigo e com ele, até aí tudo bem. Mas, sabe aquela prima da sua mãe que vc mal tem contato, que te vê tipo 3x por ano, e que quer mostrar que tá por dentro da sua vida, que sabe que vc tem namorado? Então, é esse tipo de gente me perguntando 'Cadê Fulano?' que me estressa, pois muitas vezes essa pergunta vem com uma entonaçãozinha de maldade sabe, a pessoa espera ouvir que vc terminou, brigou, ou qualquer coisa que dê motivo p/ ela fazer fofoca depois.

Imagine que vc teve uma briga fenomenal com o tal namorado, e por isso ele não quis ir contigo em tal festinha (as de aniversário de criança são clássicas pra esse tipo de pergunta), vc é obrigada a inventar uma desculpa do tipo 'ah ele tinha outro compromisso', ou 'ele estava c/ dor de cabeça', ou qualquer outra coisa que explique a ausência do querido. E ainda tem que fazer aquela cara de desapontamento acompanhando a desculpa esfarrapada, p/ ser convincente (admito que sou péssima nisso, então imagine o tamanho da minha irritação). Porque afinal, vc não tem obrigação de contar sobre sua vida conjugal pra ninguém! Vc não tem que falar a verdade, que vc brigou com ele 10 min antes de sair de casa e mandou o benzinho pra PQP, né?

Por favor, se vc não é tão amigo(a) da pessoa, não pergunte nada do tipo 'Cadê seu namorado(a)?', 'Por que Fulano(a) não veio?', seja legal, morda a língua se for preciso. É chato, cansativo, pode ser invasivo e constrangedor também. Puxe qualquer assunto, menos esse, porque se a pessoa for sua amiga e quiser comentar algo sobre a ausência do(a) parceiro(a), ela o fará, certo? Fica a dica.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O agora

Isto é sobre este momento, o agora. Se amanhã mudar tudo, não importa, porque o que escrevo é a vontade do agora.

Eu queria vê-lo acordando com aqueles olhos verdes (são verdes!) lindos, ainda semi-cerrados, com aquela cara ainda com marcas da fronha do travesseiro, porque mesmo assim eu o acharia lindo.
Eu queria ver aquelas mãos dedilhando as cordas do violão, e a voz dele murmurando uma letra que ele mal sabe, mas que canta tão bonitinho, e que cantasse, tocasse pra mim.

Eu queria poder observar a cara dele de sério enquanto lê algo, concentrado, estudando, com aqueles óculos que o faz parecer tão intelectual, e de fato o é.

Eu queria conseguir abraçá-lo naturalmente, como eu faço normalmente com as pessoas de quem gosto, e não me soltar apressadamente cada vez que ele me abraça, como se eu tivesse que fugir desesperadamente. Talvez eu fuja mesmo, mas por medo de perder o controle, por medo de não conseguir me segurar tão perto dele.

Eu queria beijos dele, do tipo que aceleram o coração sem aviso prévio, que quase provoca taquicardia, e que demoram dias pra se colocar de volta os pés no chão.

Eu queria ele aqui, jogado no meu puff comigo vendo um filme, um seriado, mexendo no meu cabelo até eu quase pegar no sono.

Eu não sei amanhã, mas agora, nesse exato instante, eu só queria aquele belo par de olhos verdes aqui, comigo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Vaquinha.

Dentre as trocentas coisas e pessoas de quem eu sinto falta, hoje em especial eu sinto falta de vc. Vc, que é minha amiga-irmã desde qdo eu tinha uns 6 anos e vc tinha 4 (se não me falha minha memória, porque vc sabe que eu sou muito ruim com números).

Eu ainda posso ouvir a gente cantando as músicas do Polegar, ainda sinto o gosto do sanduíche de pão com ovo e shoyu, que seu pai preparava pra nós nas nossas viagens pra praia. Lembra? E eu esperava que as férias chegassem logo pra nos encontrarmos de novo e fazermos castelinhos na areia molhada, e brincarmos muito nas ondas do mar.

Eu nunca esqueço de qdo fui embora, pra outro estado, e vc lembrava de me mandar cartas, e me manter por dentro da sua vida. Foi um ano terrível pra mim, pq fui embora contra minha vontade. Também me lembro da primeira vez que vc foi embora, pra outro país, pra longe de mim e levou um pedaço do meu coração junto. Só de lembrar desse dia, o coração aperta de novo.

E as noites que eu dormia na sua casa? Até fizemos simpatias loucas pra descobrir o nome do futuro namorado, coisas loucas que incluiam papéis com nomes dos pretendentes depositados em uma bacia com água, fios de cabelo pra descobrir a direção do vento e etc.. Sem dúvidas a madrugada em que eu mais ri na vida. E o seu pudim? Só o seu fica bom daquele jeito, que eu gosto. E aprendi a gostar de lasanha de berinjela com vc.

Foi com vc que eu perdi o ônibus em Lins e chorei porque o sorvete Haagen Dazs da Mi tinha partido com aquele ônibus, e foi com vc que ganhei aplausos dentro do ônibus, depois daquele motoqueiro gente boa ter ido buscá-lo pra nós duas. E é claro, estava com vc quando vc abriu meu resultado do vestibular e me deu a notícia de que eu tinha passado! Foram tantas coisas com vc!

Vc é a única pessoa (fora minha mãe), que mesmo longe nunca perde a sintonia comigo, com quem minha telepatia funciona perfeitamente bem. É algo doido, de eu pensar em vc e de repente a janelinha do msn piscar com mensagem sua.

É vc, que mesmo sem tempo arranja uma brecha pra me 'ouvir', pra me puxar a orelha, pra me fazer enxergar o que não tô percebendo, pra rir das minhas presepadas (e são muitas!)... É vc, que nunca desistiu de mim, mesmo nos meus piores momentos, e que me ama com todos os meus defeitos até quando não mereço. E eu sei que por mais que o tempo passe, seremos uma pra outra o que sempre fomos, mesmo que haja quilômetros insensíveis nos separando.

Eu te peço uma única coisa: VOLTA. Porque é sério, vc faz falta e sabe disso.