quinta-feira, 19 de maio de 2011

Feliz aniversário

=D
Dentro de 1h40 uma fase da minha vida se encerrará para dar lugar a outra etapa, muito melhor, acredito eu. Eu não gosto muito de retrospectiva nas vésperas do calendário acabar, eu prefiro uma retrospectiva quando estou prestes a aumentar um número nos meus anos de vida.

Não vou falar de 2010, vou falar do MEU 2010, de maio do ano passado pra este maio. Também não vou me concentrar no clichê de estou ficando velha e blá blá blá, papo pra quem tem mais de 200 anos. Quero falar do que eu vivi nesses 12 meses que se passaram. Eu lembro que nesta data ano passado eu estava muito mais depressiva do que costumo ficar nessa situação pré-aniversário. Mas mesmo assim saí pra comemorar num lugar que eu adoro, com primas e amiga-irmã querida que eu amo. Ganhei parabéns delas, dos garçons, que trouxeram até bexigas coloridas pra mim. E só porque estava tão frio quanto agora, e porque foi tão legal, eu planejo voltar e comemorar minha idade nova lá.

Mil coisas aconteceram nesse intervalo de idade, fui pro meu 1º N Design, que junto trouxe uma série de primeiras vezes de brinde, como acampar e quase virar picolé dentro da barraca, que também quase alagou, ou como tomar um banho geladaço coletivamente (sim, porque aquelas mini cortinas não separavam um box do outro nem sonhando) de BACIA, e garrafinhas de 500 ml de água, num frio de sei lá quantos, uns 10ºC? E olha só, sobrevivi e quase 1 ano depois estou aqui (re)contando isso. Que mais? Ah sim, e teve também uns 3 meses de conversa via MSN com alguém especial que conheci nesse evento congelante, e que me rendeu meu melhor namoro da vida toda. E nesse intervalo de 3 meses eu ainda completei 1 ano de solteirice, que eu me propus pra poder me conhecer melhor e descobrir o que eu queria pra minha vida, afinal o que eu não queria eu já havia descoberto.

Eu conheci gente engraçada, gente querida, gente com os mais diferentes sotaques, gente inesquecível, gente que entrou na minha vida e não sairá mais até que assim o deseje. Fiz amigos novos, que eu pretendo levar comigo até onde eles quiserem ir, e espero que me levem com eles na vida deles também. Eu deixei pra trás quem me fazia mal, quem não merecia nem ao menos minha amizade, mandei quem devia tomar naquele lugar onde o sol (geralmente) não bate, a outros eu mandei apenas a minha indiferença.

Chorei algumas vezes, bem menos do que eu ri. Tive meus momentos de introspecção, de loucura, de medo, de raiva, de felicidade, de tranquilidade, de agitação, de expectativa, de tudo. Eu vivi muito nessas últimas estações. 

Eu procurei ajuda pra curar meus traumas, porque eu não podia passar mais 1 ano inteiro ou o resto da vida do jeito que eu era por dentro, comecei uma mudança interna que já começou a ser refletida externamente, e isso me deixa extremamente feliz. Sonhei bastante, realizei algumas coisas, continuo sonhando com outras, e é muito bom ter alguém comigo pra sonhar junto. Aprendi a dividir minha vida novamente. 

A novidade é que ao contrário dos outros anos, nesse eu não estou tão deprê. Porque eu acho que estou começando a ver aniversário como coisa boa, como fase nova, e isso ajuda a não ficar pensando nas trocentas coisas que eu quero fazer ainda e a idade passando apressadamente. Uma coisa é certa, tudo tem seu tempo, e eu vou dar um passo de cada vez.

E a fase nova começa com emprego novo, que apareceu na hora mais certa possível. E tem outra coisa, ainda tem um afilhado ou afilhada chegando ao mundo no fim do ano, um presente e tanto. Olha só, vou ser madrinha! *-* E eu sei que tem mais novidades boas vindo aí, nessa nova etapa da minha vida. 

Encerro esse ciclo com uma única palavra, a mais adequada para este momento: OBRIGADA

=)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

No limite

Eu sei que se eu não for até o fim desta vez, se não cutucar ferida por ferida, não vou conseguir seguir em frente.  Que vai ser como um soco na cara, eu sei, que vai me arrancar lágrimas dolorosas, também sei. Mas é isso, ou a morte de todos os meus relacionamentos. É isso, ou uma série de comportamentos repetitivos que vem fazendo mal a mim e as pessoas que gostam de mim de verdade. Eu não sei lidar sozinha com esse turbilhão de coisas mal resolvidas dentro de mim, e a cada dia isso tem me matado aos poucos.

Cheguei no limite do abismo emocional, e não havia outra escolha a não ser encarar a verdade e procurar ajuda. Afinal, eu quero me sentir bem, resolver esses conflitos internos, quero ser feliz, quero leveza na alma e não carregar mais essa bagagem pesada cheia de passado. 
É, é agora ou nunca!

domingo, 27 de março de 2011

Caminhos diferentes

Eu fico bem triste quando vejo casal de namorados, amigos meus, terminando. Principalmente aqueles casais que parecem que namoram há uma vida inteira. A gente acostuma a vê-los juntos por tantos verões que é como se um fosse a extensão do outro, quase uma pessoa só. E é muito pior quando nem ao menos passa pela nossa cabeça que eles poderiam se separar, porque mesmo com algumas pedrinhas no caminho, sempre acreditamos que cada obstáculo seria superado pelos dois, juntos.

Aí que chega um dia, encontro por acaso meu amigo na fila do cinema e como de praxe, pergunto da minha amiga. Meu queixo cai e fico sem reação quando ele me conta que terminaram, não digo nada além de 'Como assim??'. Chego a duvidar de que seja verdade, e penso que talvez não seja definitivo. Mas, dadas as explicações, as razões, aí sim bate mesmo a tristeza por eles, porque infelizmente eu entendo os motivos deles.

Eu não sei nem o que dizer, sabe? Mais tarde, conversei com essa grande amiga e compreendo cada palavra que ela disse a respeito disso tudo. Sei bem como é a sensação de estranheza, de faltar algo, de sentir que tudo está diferente, e o pior de tudo, passar a ver a pessoa que por anos chamamos de namorado, como amigo. Acho que essa é a parte mais complicada e delicada, que por incrível que pareça, eles têm conseguido.

Por experiência própria, acredito que quando o relacionamento acaba por motivos sérios, com um magoando o outro, desrespeitando, é muito mais fácil superar e seguir em frente. Parece que a raiva, o rancor, impulsiona pra simplesmente riscar a pessoa da nossa vida, porque nessas circunstâncias eu quero mais é que a pessoa suma da minha frente e me deixe em paz. Agora, quando acaba porque ambos chegaram a um consenso de que é a melhor solução para os dois, sem mágoa, sem briga, civilizadamente, aí o bicho pega. Acho muito mais difícil seguir em frente e esquecer a pessoa assim. E eles não terminaram brigando...

Sei que há razões importantes para terem chegado a esta decisão, e que talvez até seja mesmo a melhor solução, mas não deixo de sentir tristeza, e realmente torço de coração para que ambos sejam felizes, seja juntos, sozinhos ou com outras pessoas. Vai ser estranho vê-los assim, separados, por um bom tempo, mas tudo bem, a vida segue né? Ainda bem que segue.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Me mata de orgulho!

Gosto de ver as mudanças que aconteceram na sua vida nos últimos 2 anos. Gosto de te ver se mexendo do lugar, indo atrás dos seus sonhos, indo a luta a cada dia, criando coragem e fazendo vôos mais distantes.
Acho que você sabe o quanto eu e a Vaquinha queríamos que sua vida tomasse um rumo diferente, que coisas boas acontecessem e te levassem a uma grande virada de jogo. E então, aconteceu. 

Estou tão feliz com a sua coragem de mudar as coisas, que você nem sequer imagina. A sensação é de realização, é a grande prova de que Deus ainda me ouve, e isso é incrível.

É tão bom, que nem consigo ficar triste pelo fato de que moraremos em cidades diferentes e será mais difícil de nos vermos, porque você realizando seus sonhos me deixa extasiada e orgulhosa.

Você não é mais a mesma, já parou pra pensar o quanto sua vida mudou nesses 2 anos que se passaram? Quanta coisa aconteceu, quantos caminhos se abriram, quantos passos grandes você deu... E não vai parar por aí, porque eu desejo que você voe, que realize tudo o que sonhar, que vá pra todos os lugares que você quer conhecer, que faça tudo o que quiser fazer. Afinal, tudo começa com um pequeno passo, e isso você já aprendeu.

Eu quero num futuro breve juntar nós 3, pra passar o dia sem fazer nada além de jogar conversa fora, falar muita bobeira, refletir, relembrar momentos incríveis, dar gargalhadas, chorar, pra compensar todos esses anos que ficamos cada uma num canto. Um dia eu sei que a gente vai se reunir, e vai ser como se o tempo não tivesse passado e ainda fôssemos adolescentes. Até lá, eu quero que você viva coisas maravilhosas, novas, interessantes, pra ter mais histórias pra nos contar. E eu tenho certeza que terá.

Seja feliz, muito feliz! Vida nova!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Equilíbrio


Reflexiva, introspectiva. Foi assim que o filme Comer, rezar, amar me deixou quando a tela da TV escureceu. Eu não sei você, mas eu já tive essa vontade louca de largar tudo, colocar uma mochila nas costas e sair pelo mundo sozinha, numa viagem maior que isso, uma viagem interior. Distanciar-me de tudo, pra me aproximar de mim.

Acho que vivo numa busca constante pelo meu equilíbrio, e na maioria das vezes me perco pelo caminho, não sei como encontra-lo. Eu me sinto como se eu estivesse sempre correndo, correndo... Correndo atrás de sonhos, que na maioria das vezes parecem distantes demais de mim, correndo atrás de respostas, do tempo que eu acho que perdi com pessoas/coisas tolas, correndo pra ter mais tempo, correndo atrás de um futuro, que eu espero que seja melhor.

Hoje, eu vejo que o problema não é externo (namorado, família, amigos, dinheiro, etc), é interno. É com o não saber como lidar com as coisas que eu sinto, uma agonia aguda no peito, uma sensação de estar sem uma bússola que me indique o Norte, um leve desespero por não encontrar equilíbrio entre pensar, fazer, sentir. 

Estou perdida, e não acho a porta de saída. Na maioria das vezes sinto como se fosse uma estranha nesse mundo, que caiu aqui de para quedas, porque parece que todos estão encontrando suas respostas, mas as minhas... ah, as minhas respostas.. estas parecem que nem foram escritas ainda, ou talvez seja eu que não faço as perguntas certas.